03 de Juno 2009
Quando um pastor muda
A propósito da mudança de posicionamento de um pastor na questão do ingresso das pastoras na OPBB. Ele era contra e se declarou agora favorável: "Sempre fui contra a aceitação de pastoras na ordem, mas refleti um pouco mais e mudei de opinião. SOU FAVORÁVEL A ACEITAÇÃO DE PASTORAS NA OPBB. Explico: Quando se trata de uma agremiação para congregar e unir os pastores de todo o Brasil, excluindo as pastoras existentes, não estamos discriminando? Queiramos ou não elas estão ai. Já existem pastoras batistas no Brasil, vamos acordar! Não vejo nada contra recebê-las na Ordem, é questão de justiça, respeito às Igrejas, respeito às Ordens Estaduais. E lembremos de uma coisa: Cristo instituiu a Igreja, as demais, Convenção, Associação, Ordem dos Diáconos, Esposas de Pastores, Pastores, Jumoc, Abibet, tudo isso é criação humana. Vamos respeitar a decisão das Igrejas; não adiantará nada ficarmos discutindo".Como se sente uma pastora lendo seu pronunciamento, se posso chamar assim? Um sentimento grande de gratidão a Deus! O irmão não tem ideia de como é isso, entao vou lhe dizer: como lutar contra a chamada de Deus? Até mesmo para nós, pastoras, foi um quebra de paradigmas, num primeiro momento, porque até essa posição nos era dificil aceitarmos, devido a anos de aprendizados culturais que nos foram impostos pela sociedade eclesiástica. A aceitação da vocação, sem duvidar, acatar sem pestanejar a decisão da igreja que é soberana, sem falar no concilio que, no meu caso, após ser examinada por 25 pastores de minha seção, ser aprovada e receber desses homens de Deus a imposição de mãos. Uma vez sendo ordenada, olhar para a Palavra de Deus recebendo dela conforto e consolo para a luta de cada dia. Para mim, particularmente, nessa batalha para o reconhecimento da OPBB, mesmo sendo credenciada com a carteira pela minha seção, antes das decisões de Florianópolis, (quando a OPBB decidiu não aceitar o ingresso de pastoras), precisei por muitas vezes olhar firmemente, inclusive quando cheguei ao campo de Santa Catarina, para Hebreus10.35-39: "Não lanceis fora, pois, a vossa confiança, que tem uma grande recompensa.36 Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.37 Pois ainda em bem pouco tempo aquele que há de vir virá, e não tardará.38 Mas o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.39 Nós, porém, não somos daqueles que recuam para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma". Nós, pastoras, não podemos recuar, temos que continuar firmes na vocação que Deus nos deu.E orar para que outros(as) se posicionem e se levantem para declarar um fim a essa situação. Obrigada por sua sensibilidade em ouvir de Deus que não há mais nada a fazer, apenas nos aceitarem, nos honrarem e nos respeitarem como colegas de ministérios e, dessa forma , tratando com respeito a todos aqueles outros pastores que nos legitimaram nos concilios e na imposição de mãos.
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ResponderExcluirEstimada irmã Marli, estou fazendo este comentário porque recebi um e-mail seu com indicação do seu blog.
ResponderExcluirLi o testemunho de alguém que mudou de opinião a respeito da ordenação de 'pastoras'.
Confesso que também mudei de opinião, pois eu tinha dúvidas a respeito, mas agora tenho convicção de que a ordenação feminina não tem respaldo biblico. Para mais informações sobre isto indico o livro "Confrontando o feminismo evangélico" de Wayne Grudem, que pode ser encontrado neste site: www.cep.org.br
Que Deus te abençoe.
Abraço, Trapp.
Respeito sua opiião Pr Carlos Trapp. Mas espero que vc não ten mudado de opinião 'so por conta de um unico livro. como sabe minha monografia de conclusão do Bacharel em teologia foi nessa area e li mais 60 livros a favor e cinco contra. Que Deus lhe a Luz.
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