* Depoimento da Pra. Marli Terezinha Varela Mette, a propósito da mudança de posicionamento de um pastor na questão do ingresso das pastoras na OPBB. Ele era contra e se declarou agora favorável: "Sempre fui contra a aceitação de pastoras na ordem, mas refleti um pouco mais e mudei de opinião. SOU FAVORÁVEL A ACEITAÇÃO DE PASTORAS NA OPBB. Explico: Quando se trata de uma agremiação para congregar e unir os pastores de todo o Brasil, excluindo as pastoras existentes, não estamos discriminando? Queiramos ou não elas estão ai. Já existem pastoras batistas no Brasil, vamos acordar! Não vejo nada contra recebê-las na Ordem, é questão de justiça, respeito às Igrejas, respeito às Ordens Estaduais. E lembremos de uma coisa: Cristo instituiu a Igreja, as demais, Convenção, Associação, Ordem dos Diáconos, Esposas de Pastores, Pastores, Jumoc, Abibet, tudo isso é criação humana. Vamos respeitar a decisão das Igrejas; não adiantará nada ficarmos discutindo".
Como se sente uma pastora lendo seu pronunciamento, se posso chamar assim? Um sentimento grande de gratidão a Deus! O irmão não tem ideia de como é isso, entao vou lhe dizer: como lutar contra a chamada de Deus? Até mesmo para nós, pastoras, foi um quebra de paradigmas, num primeiro momento, porque até essa posição nos era dificil aceitarmos, devido a anos de aprendizados culturais que nos foram impostos pela sociedade eclesiástica. A aceitação da vocação, sem duvidar, acatar sem pestanejar a decisão da igreja que é soberana, sem falar no concilio que, no meu caso, após ser examinada por 25 pastores de minha seção, ser aprovada e receber desses homens de Deus a imposição de mãos. Uma vez sendo ordenada, olhar para a Palavra de Deus recebendo dela conforto e consolo para a luta de cada dia.
Para mim, particularmente, nessa batalha para o reconhecimento da OPBB, mesmo sendo credenciada com a carteira pela minha seção, antes das decisões de Florianópolis, (quando a OPBB decidiu não aceitar o ingresso de pastoras), precisei por muitas vezes olhar firmemente, inclusive quando cheguei ao campo de Santa Catarina, para Hebreus10.35-39: "Não lanceis fora, pois, a vossa confiança, que tem uma grande recompensa.36 Porque necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa.37 Pois ainda em bem pouco tempo aquele que há de vir virá, e não tardará.38 Mas o meu justo viverá da fé; e se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele.39 Nós, porém, não somos daqueles que recuam para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma".
Nós, pastoras, não podemos recuar, temos que continuar firmes na vocação que Deus nos deu.E orar para que outros(as) se posicionem e se levantem para declarar um fim a essa situação. Obrigada por sua sensibilidade em ouvir de Deus que não há mais nada a fazer, apenas nos aceitarem, nos honrarem e nos respeitarem como colegas de ministérios e, dessa forma , tratando com respeito a todos aqueles outros pastores que nos legitimaram nos concilios e na imposição de mãos.
Pra Marli Terezinha, Balneário Barra do Sul, SC, Congregação Batista. Ela foi ordenada em Mato Grosso do Sul, que aceitava o ingresso de pastoras até 2006, e agora está em Santa Catarina, que decidiu não interferir caso as igrejas queiram pastoras locais, mas não aceita o ingresso na Ordem.
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